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Cobalt ou City que apanha todo mês em vendas
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19/05/2013, 19:28
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Cobalt ou City que apanha todo mês em vendas
Honda City de R$ 61.300 ou Chevrolet Cobalt de R$ 49.990? Veja o comparativo
Postado em 29 outubro 2012. Sergio Quintanilha Honda City e Chevrolet Cobalt: sedãs líderes de venda na categoria O Chevrolet Cobalt e o Honda City são os dois carros mais vendidos da categoria Sedã Compacto. O Cobalt lidera com 44.058 emplacamentos (44%), contra 18.840 (19%) do City. Os números são referentes ao acumulado de janeiro a agosto de 2012. De onde vem tanta diferença? Do preço. Enquanto o Chevrolet tem sete versões de R$ 37.759 a R$ 49.990, as sete versões do Honda vão de R$ 53.620 a 72.625. Ou seja: estão em categorias completamente diferentes de preço. Mas será que o Honda City é tão superior ao Chevrolet Cobalt para custar R$ 15.861 a mais comparando as duas versões de entrada? Para responder a essa pergunta e muitas outras, submetemos a este comparativo duas versões automáticas com “apenas” R$ 11.310 de diferença: Cobalt LTZ AT (por R$ 49.990) e City LX AT (por R$ 61.300). Veja a seguir se vale a pena economizar ou gastar mais. Honda City LX 1.5: R$ 61.300 Chevrolet Cobalt LTZ 1.8: R$ 49.990 Qual deles oferece maior prazer ao dirigir? Como estamos falando de sedãs compactos e comportados, este item não deve ter muito peso na decisão de compra. O quadro de instrumentos do Cobalt é estranho, pois não é nem digital nem analógico. O regime do motor é mostrado num ponteiro, o que é bom, mas o velocímetro é em números – e isso exige um átimo de atenção do motorista para interpretar se o número mostrado no visor é acima ou abaixo da velocidade permitida. Para piorar, o marcador de combustível fica dentro do conta-giros, mas é mostrado em barras. O volante é agradável e traz funções ao alcance dos polegares, mas não compensa a confusão gerada pelo quadro de instrumentos. O volante do City tem o mesmo desenho do que é usado pelo Cobalt, mas sem nenhuma função extra além da buzina. O quadro de instrumentos é simples e funcional, com os velhos e bons ponteiros – velocímetro no meio, conta-giros à esquerda e marcador de combustível à direita. Nota 7,0 para o Cobalt e 7,5 para o City. Cobalt: quadro de instrumentos estilo moto decepciona Volante do City: desenho parecido com o do Cobalt, mas sem nenhum comando A dirigibilidade é outro ponto de ligeira vantagem do City – que leva nota 7,5, contra 7,0 do Cobalt – porque sua suspensão é um pouco mais dura e deixa o carro mais estável nas curvas. Mas esses sedãs não foram feitos para andar rápido em curvas; não abuse. E o motor, hein? Eis aqui uma grande questão, pois estamos de falando de um City 1.5 contra um Cobalt 1.8 (lembrando que o Chevrolet também tem versões 1.4). Para você ver como tamanho não é documento, o Honda 1.5 16V desenvolve 116 cavalos de potência contra apenas 108 cavalos do Chevrolet 1.8 8V. Vale dizer que o motor 1.4 8V da GM tem 102 cavalos. Todos eles são flex. Entretanto, o Honda 1.5 oferece apenas 14,8 kgfm de torque, em altas 4.800 rpm, enquanto o Chevrolet 1.8 entrega 17,1 kgfm em razoáveis 3.200 giros. Finalmente, a potência específica do motor Honda (77,3 cv/l) é muito superior ao do propulsor Chevrolet (60 cv/l), que tem uma concepção mais antiga. Vitória do City por 7,5 a 6,0. Completando o powertrain, vamos analisar os câmbios. Como dissemos, ambos são automáticos – o do City de 5 velocidades e o do Cobalt de 6. Utilizando o mesmo câmbio do Chevrolet Cruze e com torque superior, o Cobalt leva vantagem neste item, pois suas trocas de marchas são muito mais suaves e precisas. Além disso, a sexta marcha em overdrive permite que o carro seja mais econômico em velocidade de cruzeiro. Vitória do sedã da GM por 9,0 a 8,0. Encerrados os primeiros quatro itens do comparativo, a contagem indica 30,5 pontos para o City e 29,0 pontos para o Cobalt. Mas ainda é cedo para definir a compra. O Cobalt é um carro mais macio e confortável para dirigir O City tem a suspensão mais dura na direção, mas o nível de ruído do carro irrita Vamos falar agora de aceleração – e aqui vai uma dica: se você não sabe qual é o tempo de aceleração 0-100 km/h de dois carros, mas sabe suas potências e seus pesos, poderá calcular qual é mais rápido. Por fora não parece, mas o City LX é 39 kg mais pesado do que o Cobalt LTZ: 1 176 kg para o Honda e 1 137 kg para o Chevrolet. Só que a potência do Cobalt é menor. Portanto, sua relação peso/potência é de 10,5 kg/cv, contra 10,1 kg/cv do City, que é um pouco mais rápido na prova de 0 a 100 km/h: 10s6 contra 10s9. Empate: 6,5 a 6,5. Já o consumo de combustível é muito difícil de avaliar, pois depende de vários fatores. De qualquer forma, rodamos com os dois carros 90% na cidade e somente com etanol. A média registrada pelo City foi de 6,1 km/l e a do Cobalt ficou em 7,0 km/l. Mas a medição que passará a ser obrigatória no Brasil (através da etiquetagem) certamente apontará valores maiores para os dois carros, pois estarão na estrada, no nível do mar, em velocidade constante. Nota 4,0 para os dois. O design do Honda City é bem aerodinâmico e continua moderno O Cobalt tem a traseira mais curta do que o City, pois privilegiou o espaço interno Com uma vantagem de 1,5 ponto para o City, chegamos ao item que a maioria dos consumidores considera a mais importante: os equipamentos. Ainda mais num caso como este, em que o Honda é R$ 11.310 mais caro. Por R$ 49.990, o Cobalt LTZ 1.8 traz direção hidráulica, ar-condicionado, travas, vidros e espelhos elétricos, alarme com controle remoto, airbags dianteiros, freios com ABS + EBD, rádio/CD/MP3, Bluetooth, computador de bordo, rodas de liga leve de 15”, volante em couro, câmbio automático de 6 marchas e controlador de velocidade. É a sua configuração R9D, que tem só a pintura metálica como opcional, por R$ 960. Por R$ 61.300, o Honda City 1.5 LX traz direção elétrica, ar-condicionado, travas, vidros e espelhos elétricos, alarme com imobilizador, airbags dianteiros, freios com ABS + EBD, rádio/CD/MP3 com conexão para iPod, computador de bordo, rodas de liga leve de 15”, volante ajustável em altura e profundidade, câmbio automático de 5 marchas e sensores de estacionamento traseiro. O farol principal do Cobalt é esquisito, parece um olho arregalado O farol do City é o prolongamento natural da grade dianteira O espaço interno é um item importantíssimo em qualquer sedã, mesmo num compacto. E a vantagem aqui é do Cobalt. Ele é 7,9 cm maior, 4,0 cm mais alto e 3,4 cm mais largo do que o City. São diferenças pequenas, mas a sensação de espaço dentro do sedã da Chevrolet é maior. Achamos justo uma nota 8,0 para o Cobalt e 7,5 para o City neste item. Cabe um registro, porém: apesar de ser mais largo, o Cobalt fica devendo um terceiro apoio de cabeça traseiro – sua ausência é injustificável. Já no conforto, a diferença entre os dois carros é maior. Vamos falar primeiro do Cobalt. O estofamento dos bancos é bem macio e certamente vai agradar a todos da família, inclusive ao motorista, pois o carro não provoca cansaço mesmo depois de horas ao volante. Se o espaço é bom e os bancos são confortáveis, a suspensão mais mole do Chevrolet faz com que o carro rode macio, gostoso. O rádio é excelente e tem seis posições de memória. O único deslize é o controle das estações do mesmo lado do botão de volume, pois às vezes confunde. O ar-condicionado é bom, mas demora para esfriar totalmente o carro quando ele fica muito tempo no sol. Por último, mas não menos importante, o carro é bem silencioso. O City é espaçoso por dentro, mas seus bancos não são macios como os do oponente. Pior ainda é o rádio, que não tem nenhuma posição de memória. Eu já tinha até esquecido como era mudar de sintonia passeando pelo dial, mas o rádio do City me fez voltar ao passado. O ar-condicionado é excelente. O mesmo não podemos dizer do nível de ruído interno. Não bastasse o motor 1.5 – que “grita” muito mais porque só entrega o torque máximo a 4.800 rpm –, o barulho transmitido pelos pneus é exagerado, a ponto de obrigá-lo a aumentar o volume do rádio e até mesmo a causar uma certa irritação nos passageiros. Por tudo isso, nota 8,0 para o Cobalt e 6,5 para o City no quesito conforto. Na comparação da praticidade de cada sedã, o primeiro detalhe que observamos é a quantidade e o tamanho dos porta-objetos. E o Cobalt é perfeito nesse quesito, com muito espaço para guardar trecos, principalmente nas portas, com espaços generosos. O City não é ruim, mas oferece menos espaço nos porta-trecos. É um item importante porque o carro, às vezes, é a extensão da casa da pessoa. A abertura do porta-malas pode ser feita com um toque na chave nessas duas versões. O City tem uma curiosidade: o acesso ao tanquinho de gasolina é feito por fora, na frente do lado direito. Sua praticidade é questionável, mas ele não obriga o motorista a abrir o capô. Para terminar este quesito, observamos que o ajuste de altura dos bancos é muito ruim no City, devido ao posicionamento do tanque de gasolina, que fica embaixo do motorista. Nossa nota para praticidade é 8,0 para o Cobalt e 7,0 para o City. O quadro de instrumentos do Honda City é simples e fácil de ler, só com ponteiros Confusão no quadro de instrumentos do Chevrolet, que misturou ponteiro com números A vantagem do sedã da GM continua na comparação dos porta-malas, pois o Cobalt tem um bagageiro gigante, com capacidade para 563 litros – uma notável diferença de 57 litros para o City, cujo porta-malas comporta 506 litros. Pelos critérios da Motor Quatro, o Cobalt ganha nota 8,4 e o City leva 7,7. E finalmente chegamos ao design, o último item do nosso comparativo. A opinião de Motor Quatro sobre o design do Cobalt já é conhecida – trata-se de um carro muito mais útil do que bonito. Embora seu desenho seja recente, o Cobalt tem dois vincos esquisitos nas portas que parecem amassados e, pior, tem um conjunto ótico dianteiro infeliz, esticado demais para trás. Os faróis, infelizmente, estragam a frente do carro, que tem uma grade bonita e imponente, mas não o suficiente para lhe garantir mais que uma nota 6,0. Entre o Cobalt e o City, só o sedã da Chevrolet tem o conforto de um ônibus O City é bonito, mas depende do ângulo. Seu desenho é muito mais aerodinâmico, quase como se fosse um cupê, prejudicando-o, entretanto, no espaço interno. Sua grade enorme, que parece continuar com os faróis, dão uma forte personalidade ao carro. O desenho já leva alguns anos, mas continua moderno: nota 8,0. CONCLUSÃO O Cobalt ganhou nos quesitos câmbio, equipamentos, espaço interno, conforto e praticidade e porta-malas, somando 85,9 pontos. O City venceu nos itens prazer ao dirigir, dirigibilidade, motor e design, alcançando 85,7 pontos. Houve empate nos quesitos aceleração e consumo. Médias finais: 7,2 para o Cobalt e 7,1 para o City. Com relação a isso, chegamos à conclusão de que não há justificativa para o Honda City LX 1.5 AT custar R$ 11.310 a mais do que o Chevrolet Cobalt LTZ 1.8 AT. Concordamos que o sedã da Honda dá mais status do que o da GM, mas se isso vale os R$ 11.310 somente cada consumidor pode responder a si mesmo. Esses dois carros têm uma diferença de preço superior a R$ 11.000, o que não se justifica |
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